segunda-feira, 7 de abril de 2014

Capitulo 84-Tomás


Olá meninas!
Este capitulo deu-me algum gosto em escrevê-lo e por isto mesmo quero saber se está do vosso agrado?Podem ser curtas nas vossas opiniões mas deixem-me saber o que acharam!!:D
Beijinhos para toda!
Rita




(Rúben)

Tal como o habitual abandonamos o relvado do estádio de Alvalade com uma vitória.O fim do campeonato estava à porta e por estarmos na liderança contávamos os dias para podermos festejar no Marquês.

Tomei duche e voltei para perto das minhas coisas enquanto passava a toalha pela cabeça procurei pelo meu telemóvel com a minha outra mão livre.Vi que tinha várias chamadas da Rita,pelo numero de vezes que me tinha telefonado algo se tinha passado e por isto liguei-lhe logo de seguida.

Rúben-Rita?

Paula-Não é a Rita,Rúben sou eu.-reconheci aquela voz.

Rúben-Paula?!Está tudo bem?

Paula-A Rita está no hospital.

Rúben-No hospital?

Paula-Sim começou a ter contracções e achamos melhor levá-la até ao 
hospital.

Rúben-Não fizeram muito bem e quem foi com ela?

Paula-O Alberto mas a Sónia quando chegar aqui a casa fica com os miúdos e 
também vou até lá.

Eu não perdi tempo perguntei-lhe em qual hospital estava a Rita e vesti-me o mais rapidamente possível.

Sílvio-Mano para quê tanta pressa?

Rúben-É a Rita está no hospital.

Sílvio-Mas ela vai ter o teu puto agora?

Rúben-Pelos os vistos sim.-agarrei na minha mochila preta e nas chaves do 
carro.-Tenho de ir.

Fiz o possível para ir o mais rápido para o hospital,não era assim que tinha 
planeado que as coisas acontecessem..Queria ter estado por perto para a levar para o hospital,ter a certeza que ela levava tudo o que era preciso e em vez disto acabou por correr tudo ao contrário...

Assim que entrei procurei alguma enfermeira.Lá encontrei uma de meia idade que depois de falar com a senhora da recepção me levou até ao quarto onde estaria a Rita.
Estavas prestes a entrar quando dei de caras com o Dr.Victor que vinha do interior deste.

Rúben-É a Rita que está lá dentro doutor?

Dr.Victor-Sim é,pode se acalmar que está tudo sob controlo.

Rúben-O meu filho vai nascer hoje?

Dr.Victor-A Rita já está a ter contracções com intervalos de três a quatro 
minutos.São contracções intensas e prolongadas e a dilatação está perto de 6 centímetros, ou seja ainda falta algum tempo.Terá de estar perto dos 10 para darmos inicio ao parto.

Rúben-Mas posso entrar?

Dr.Victor-Sim pode.Vou voltar para a ver daqui a pouco mas entretanto vá 
tentando a manter calma.

Rúben-Sim..Obrigado.-não perdi mais tempo e abri aquela porta.-Amor...
Ela olhou-me.Reparei que o Alberto estava ali no quarto mas fui para perto dela.-Estás bem?

Rita-Estou prestes a ter o nosso filho tenho dores horríveis….-respirou fundo.-O que achas?!

Rúben-Pronto toma calma.-puxei uma das cadeiras que estava ali para perto da maca e sentei-me ao seu lado.-Trouxeste todas as malas ou precisas que as vá buscar?

Alberto-Estão todas aqui.-olhei para trás ao ouvir a voz do Alberto.Tocou um telemóvel e como não reconheci o toque deduzi que fosse o do Alberto.Ele retirou-o do bolso e atendeu.Esteve curtos minutos à conversa e desligou.-A tua mãe e a Sónia vem a caminho.

A Rita não parecia mesmo querer falar..Apenas ia respirando fundo,permanecia deitada com a sua mão entrelaçada na minha…Pouco depois começou a apertar fortemente a minha mão.Não por muito tempo,fazia quando tinha alguma contracção e depois voltava a pousar a cabeça sobre a almofada.As horas iam passando e aquele quarto recebia “visitas” constantes da Sónia,da Paula e do Dr.Victor. 
Iamos já pela noite dentro quando a Rita começou  a ter contracções num curto intervalo de tempo ou como o doutor disse entrou  na “fase transacional”.Não fazia a mínima ideia do que aquilo seria ao certo apenas que agora as contracções estavam agora com intervalos de dois a três minutos  e que a Rita estava já com praticamente 10 centímetros de dilatação .Como tinha já lhe tinha sido dada a epidural estava na hora de ir de dar inicio ao parto.Ao ouvir o doutor Victor dizer que tínhamos de ir até à sala de partos foi como me tivesse sido dado uma dose de adrenalina.
Tudo acontecia tão rápido sem que tivesse tempo para pensar duas vezes..apenas agir.Enquanto levavam a Rita para outra sala perguntar-me se queria assistir ao parto.Respondi-lhe que sim e logo me dera uma daquelas batas e uma touca.
Entrei no sala e mesmo estando a Rita rodeada de algumas enfermeira foi logo ao seu encontro.Ela assim que me viu entrelaçou a sua mão na sua..



Não foi preciso dizer nenhuma palavra,apenas ficamos com os nossos olhares presos por alguns segundos e neste exacto momento beijei a sua mão.O doutor disse que ela teria de começar a fazer alguma força…Tentava ao máximo me concentrar na Rita e dar lhe o maior apoio possível.Cada vez que a vi-a fazer força apercebia-me de que finalmente tinha chegado o momento e estávamos a minutos ,se não mesmo segundos de ver o rosto do meu filho pela primeira vez….Fazia e voltava outra vez a fazer força.Quando ouvi o doutor Victor dizer que já se via a cabeça do Tomás foi notório que numa questão de segundos a sala ganhou uma maior ansiedade..Era agora!A Rita voltou a fazer força e vi o doutor pegar no meu pequenote.Assim que chegou ao braços do doutor este olhou-me e perguntou-me se queria cortar o cordão umbilical.Aproximei-me e foi me dada por uma enfermeira a tesoura.


Cortei o cordão e voltei a entregar a tesoura à enfermeira que me olhou com um sorriso.O meu olhar estava preso no Tomás e por breves segundos senti aquele turbilhão de emoções…Era quase impossível encontrar palavras,há realmente algo inexplicável com o facto de olhar para outro ser desta forma...Numa questão de segundos a minha vida tinha recebido uma das maiores alegrias de sempre. O médico colocou o Tomás no colo da enfermeira  esta colocou um pequeno coberto em volta dele.Absorvei-a enquanto se aproximou da Rita e deitei-o perto do peito dela.

Enfermeira-Aqui está o vosso filho.-sorriu.



Nem eu nem o meu amor conseguimos tirar o sorriso do rosto nem de olhar o nosso filho..



A Rita acariciou a sua pequena mão enquanto ouvíamos o seu choro.Inlcinei-me e toquei com os meus lábios na bochecha direita do Tomás…Quando o fiz não consegui conter mais as lágrimas ...Reparei que não só eu tinha sido consumido por toda aquela emoção daquele momento pois também já a Rita tinha algumas  lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto.A enfermeira disse que teria de o levar agora mas que dentro de pouco tempo voltaria para perto de nós.
Ele foi para o colo da enfermeira e enquanto ela se afastava de nós não tiramos os olhos do nosso pequenino…Tinha apenas minutos e já nos tinha trazido uma felicidade enorme..O meu olhar encontrou-se com o da Rita,ela sorriu e levou a sua mão direita ao meu rosto.Uniu os nossos lábios...Mesmo estando a sala com todo aquela equipa médica beijou-me sem qualquer pressa e de forma intensa.

Rúben-Amo-te.-ela separou os nossos lábios mas manteve os nossos olhares presos um no outro.

Rita-Também te amo.-voltou a unir os nossos lábios mas desta vez por breves segundos.Tinha de sair não só porque a Rita ia voltar pouco depois para o quarto mas como também tinha de ir avisar os meus pais,os pais da Rita e a Sónia que esperavam ansiosamente na sala.
Despi aquela bata tirei a touca e fui de encontro a eles.

Paula-Tem novidades?-assim que me viram chegar levantaram-se.Não tinha conta das horas mas a noite ia a meio e mesmo assim eles continuavam ali contendo toda aquela ansiedade.

Rúben-Ele já nasceu..

A mãe da Rita ouvi-me e sorriu.Abraçou-me sem que eu esperasse e enquanto o fez vi que também ela tinha estava tão emocionada como eu e a Rita quando vimos pela primeira vez o Tomás..Os restantes avós e a Sónia  não fugiram à regra e quando tinham ”assentado”  aquela felicidade todo perguntaram quando o poderiam ver.

Rúben-Daqui a pouco vão poder entrar.

Sónia-Mas e a Rita ela está bem?

Rúben-Correu tudo muito bem.Vão agora lhe dar um banho ter a certeza que está tudo bem e depois aí sim podem ir vê-lo.

Mãe-Mal posso esperar!-olhei para o relógio e vi que horas eram..quatros e trinta e cinco da manhã!...Faltavam ali duas pessoas muito importantes para mim e para a Rita: o Simão e a Carolina mas dado as horas que eram não os queria acordar.

Rúben-Sónia quem está em casa com os miúdos?

Sónia-O Roberto.Telefonei-lhe à bocado e estão bem não te preocupes.

(Rita)

Voltei para o quarto do hospital sem trazer comigo o Tomás.As enfermeiras ficaram com ele mas garantiram-me que estava tudo bem e que dentro de minutos o trariam para perto de mim.
O Rúben tinha ido ter com os nossos pais…Enquanto permanecia deitada naquela cama imaginava a reacção dos meus pais…Já para não falar da reacções das avós babadíssimas. Olhei pela janela do quarto e por ver o céu escuro lá fora deduzi que a noite fosse a meio.
Vi a enfermeira Susana a entrar com o Tomás ao colo. Trazia-o embrulhado num cobertor branco.
Estava extremamente cansada mas assim que o vi foi como tivesse ganho novamente energia.Ela deitou-o na cama que estava ao meu lado.Reparei que tal como lhe tinha pedido à enfermeira ela lhe tinha vestido o pequeno body azul que tinha sido usado pelo Rúben.
Trouxeram depois a mala que tinha preparado em minha casa.Ver o meu anjinho ali deixava-me com as lágrimas nos olhos.Estava tão feliz por o ter já perto de mim!Com a ajuda da Susana ele veio até aos meus braços.


 Aproximei-o do meu corpo e beijei a sua nuca.Ele mantinha-se quietinho no meu colo e eu olhava-o.Não me cansava de o fazer…Lembrava-me dos miúdos,queria tanto que estivessem ali para puderem ver o irmão.Assim que acordassem ia pedir ao Rúben que os trouxesse ao hospital pois era o que realmente faltava para tornar este momento perfeito.

Rúben-Amor.-ouvi a porta abri e vi que era o Rúben.Trazia o mesmo sorriso que tinha na cara quando saiu da sala de partos.Veio até à minha beira.-Como ele está?

Rita-Bem,a enfermeira Susana trouxe-o à pouco e repara só no que tem vestido.-desviei um pouco o cobertor para que ele visse o que Tomás estava a usar.

Rúben-Este não é…

Rita-Sim,é a roupa que usaste no hospital quando era mais novo.-ele sorriu e juntou os nossos lábios.Depois de os separar voltou a olhar para o Simão e acariciou e sua pequena mão direita.-Já contaste aos nossos pais?

Rúben-Sim já,se visses as nossas mães quando souberam.Para além de quererem entrar pelo o quarto a dentro choravam que nem duas Madalenas.-gargalhei.-A Sónia também está lá e o meu pai disse-me que já mandou uma mensagem para o Mauro daqui a pouco vem até cá.

Rita-Amor e os miúdos?Eu sei que é muito tarde mas assim que acordarem vais os buscar a casa..Mal posso esperar para que vejam o Tomás.

Rúben-Também queria muito que estivessem aqui só que à hora que é estão a dormir quando acordarem o Roberto telefona-me e vou os buscar.

Rita-Sim faz isto e também tinhas de descansar.Passaste a noite em branco e depois quando fores trei.-ele não me deixou terminar.Uniu os nossos lábios mesmo tendo feito aquilo com intenção de calar não teve presa em os separar…Acabou por fazê-lo quando ouvimos o choro do Tomás.-Deve estar com fome.

Pedi ao Rúben que chamasse a Susana,não porque não saberia o que haveria de fazer mas como lhe queria dar de mamar e ainda tinha algumas dores com a sua ajuda seria mais fácil para o fazer.Ela chegou e com a sua ajuda pude começar a dar de mamar ao Tomás.O Rúben ficou sentado na beira da cama.Ele podia não tirar os olhinhos do nosso anjinho mas notava que estava cansada.

Rita-Amor não te queres deitar um pouco?Eu fico bem podes ir até casa e depois voltas com os miúdos.

Rúben-Eu prefiro ficar por aqui.

Rita-Mas quando voltares com eles para casa ficas lá algum tempo,tens de descansar.

Rúben-Depois tenho tempo quando estiveres em casa com o Tomás.

Rita-Rúben por favor.

Rúben-Pronto está bem.

Não havia razões para se preocupar comigo ou com o Tomás e pelo ar que ele tinha estava mesmo a precisar de umas horas a descansar.
O Tomás tinha agora aqueles pequenos olhos negros abertos e olhava-me.


Quando ficou satisfeito manteve-se no meu colo.O Dr.Victor veio ao quarto quando o sol já nascia.Conversou um pouco comigo e com o Rúben mas depois teve de voltar a sair.O meu amor dormia no meu colo e então deitei-o na cama que estava no lado direito da minha cama.

Rita-Amor vou aproveitar que ele está a descansar para também dormir um pouco devias ir fazer o mesmo.-o Rúben olhou-me enquanto deitava a da cabeça na almofada.

Rúben-Ficas bem?

Rita-Sim fico,vai lá assim podes trazer depois os miúdos.

Rúben-Está bem.-beijou-me e só separou os nossos lábios quando precisamos de recuperar o fôlego. Levou.Levou uma eternidade para se despedir do Tomás,havia sempre um “ultimo” beijo e depois outro e depois outro.Quando ele saiu aconcheguei-me naqueles cobertores e adormeci.
                                         
O choro do Tomás fez com que não só eu acordasse como também que a enfermeira Susana voltasse para o meu quarto acompanhada por outra enfermeira.Trouxe o Tomás para o meu colo e pouco tempo depois ele calmou,não chorava ficava em silêncio nos meus braços.

Rita-Susana.-ela olhou-me.-Pode me dizer que horas são?

Suzana-São nove e cinquenta.

O sol já tinha nascido e isto era sinal que os meus meninos deveriam estar de pé,graças a Deus não tive de esperar muito mais e cerca de quinze minutos depois a Susana informou-me que o Rúben tinha chegado com a Carolina e o Simão.

Como vão reagir os miúdos ao Tomás?



3 comentários:

  1. Fabuloso...

    Quero mais... Tou super curiosa para ver o próximo...

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  2. Olá!
    Que vergonha só comentar agora! Lo siento!
    Oh eu adorei! Foi tão... Realístico! Há um certo encantamento no ar, tudo está maravilhado com o nascimento do pequenino!
    Estou curiosa pela reação dos miúdos!
    Espero o próximo!

    Beso
    Ana Santos

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