sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Capitulo 54-"Eu?Ciumes?!Daquele exploradorzinho?"

(Rita)

Rita-Porque é contigo que quero estar,és tu quem eu amo.E o George,tal como sabes muito bem,é só um amigo.Tu sempre soubeste que a minha relação com o George era desta maneira..Ele de vez em quando vem cá visitar os miúdos,mas isto não significa que só porque ele aceitou passar pelo o processo de ter filhos por inseminação artificial comigo que eu tenha ser sua namorada ou mulher.Sou sua amiga e pronto,mais nada.Ele sabe disto ,todos os nossos familiares e amigos sabem ,e tu tens finalmente de entender que eu não quero nada com ele.Nada mesmo.

Rúben-Ele pelo os vistos quando cá vem não sai de cá de casa.

Rita-Ele quer estar com os miúdos.-interrompi-o.-Lá por estar por estar longos meses fora não quer dizer que quando venha cá a Portugal não queira estar com eles.Sei que podes pensar que ele é um pai sem qualquer responsabilidades e nem se importa com os miúdo,por estar tanto tempo fora,mas quando cá está compensa estes tempo fora,e não o estou a desculpar.Só que aqui não estou a pensar em mim,mas sim nos miúdos. Vejo que eles quando estão com ele, estão bem,e que já estão habituados a o George esteja a maior parte do tempo fora.Principalmente agora que te temos a ti.Se antes eles sentiam falta de uma figura paternal nos aniversários,Natal ou até mesmo quando iam ao parque e viam outros pais com os seus filhos, agora já não.E isto é porque te temos a ti.Somos uma família amor.-como notei que ele já estava mais calmo,aproximei-me.Sai da cama e coloquei de pé em sua frente.

Rúben-Achas mesmo que os miúdos acham o mesmo?

Rita-Claro,nem precisas de perguntar tal coisa.

Rúben-Pois,mas é ao George que eles de pai.

Rita-Rúben tu próprio sabes que eles podem usar esta palavra,mas já te mostraram que te consideram  o pai deles.-viu o baixar o olhar.-Mas agora vamos é descansar ,que estou cansada e tu também vais de manha ao ginásio.

Não queria que ele achasse que lá pelo os miúdos não lhe chamarem de pai que eles não o vissem desta forma.Só que nem davam conta que para o Rúben esta palavra tinha um grande impacto.Sabia que tinha feito muito para se juntar à nossa família,com a “aprovação” de todos,especialmente da Carolina que foi a mais difícil a conseguir.Mas se havia coisa que tinha a certeza era que lá por não o chamarem de pai,que não lhe davam este papel.

                XXX
(Rúben)

Ontem tinha voltado para casa mais cedo,porque mesmo não estando sozinho aquelas palavras que tinham sido ditas antes de eu sair de casa não me saiam da cabeça.Ao voltar dei de caras com o fotografozinho que pôs-se logo a andar,já que também andava ali à bastante tempo.

A Rita queria terminar a nossa conversa.Sabia que não era mentira o que ela tinha dito no que diz respeito aos miúdos me verem como seu pai.Mas é óbvio não adorava ouvir eles a chamarem esta palavra a outro homem,mesmo sendo este o pai biológico deles.

Levantei-me e disse à Rita que ia tratar do pequeno almoço,enquanto ela tomava banho.Sai do quarto e ouvi também a porta do quarto do Simão a abrir,olhei para o lado e vi o puto parado a olhar-me.

Rúben-Boa dia puto,queres vir me ajudar a preparar o pequeno almoço?-ele acenou com a cabeça,sorriu e veio na minha direcção.

Perguntei-lhe o que queria comer,e ele disse que queria uma sandes e um copo de leite.

Rúben-Toma.-coloquei o que me tinha pedido na sua frente.E virei-me para ir fazer mais tostas.

Simão-Rúben vais embora?

Rúben-O quê?-virei-me e voltei a olhar para o Simão.

Simão-Vais embora?-depois de ele falar,aproximei-me e sentei-me ao seu lado.

Rúben-Porque achas que vou embora?

Simão-Tu ontem não jantaste com agente,e quando fui para a cama não tavas aqui em casa…e a mãe tava triste,vocês brigaram?

Rúben-Não puto.-levantei-me,fiquei de joelhos perto dele.-Eu e a tua mãe falamos só,e eu não vou sair
aqui de casa.

Simão-Não vais mesmo,pois não?

Rúben-Não,não.-terminei de falar e ele sorriu,colocando também os seus braços em volta do meu pescoço.

Simão-Eu e a Carolina não queremos que vás embora…-olhei-o.

Rúben-Ai não?-sorri ao ver a sua preocupação.

Simão-Não,não queremos ficar sem o nosso pai.-pegou na sandes e deu uma dentada.

Rúben-O que disseste puto?

Simão-Não queremos ficar só com a mãe,queremos que tu também fiques mais agente.

Carolina-Também quero comer.-olhei para o lado e vi que a Carolina também já tinha acordado.

Rúben-Vou já preparar o teu pequeno almoço.-peguei nela ao colo e sentei-a noutra cadeira.

Ouvir aquilo da boca do Simão tinha sido sem dúvida a melhor maneira de começar este dia.Preparei o resto do pequeno almoço ,sentei-me para também comer.A Rita chegou e disse que não estava com muita fome .

Rita-Eu vou lá.-achei estranho termos visitas logo pela manha,e quando vi quem era achei ainda mais estranho.

Alberto-Bom dia.

Os miúdos foram cumprimentar o avô e depois acabaram de tomar o pequeno almoço.

Rita-O pai quer tomar o pequeno almoço connosco?

Alberto-Não,já comi em casa.Vim aqui porque a tua mãe me pediu.

Rita-Porquê?

Alberto-O George já chegou certo?

Rita-Sim,chegou ontem.

Alberto-Então diz lhe que hoje à noite vai jantar lá em casa.

Rúben-Em sua casa?-não pude deixar de falar,talvez por estar surpreendido.

Alberto-Sim,a minha mulher costuma fazer sempre um jantar lá em casa quando o George vem cá a Portugal.

Rita-E eu vou lhe dizer.Fique descansado.

Alberto-Está bem,então sete horas lá em casa,e nada de atrasos.

O pai da Rita veio mesmo cá a casa só para passar a mensagem da mãe da Rita e logo foi embora.

Rúben-Até parece que é a rainha de Inglaterra que chegou.-falei quando a Rita voltou à cozinha depois de levar o pai até à porta.

Rita-Rúben!-olhou em direcção dos miúdos.

Rúben-Já cá não está quem falou.

Carolina-Tu gostas do nosso pai, Rúben?-olhei para a Rita,que me deu aquele olhar do tipo “ eu avisei”.

Rúben-Claro,claro.-fui sarcástico mas com apenas cinco anos de idade os miúdos não dizerem mais nada.

A Rita estava de férias o que deveria ser sinonimo de nós os quatro aproveitarmos o Verão mas como o senhor modelinho apareceu e a Rita lhe convidou para lanchar ficamos  por casa.

(Rita)

Agora já com dias de Verão não era o cenário perfeito ficar por casa,mas o George já não vinha a Lisboa à algum tempo por isto nem eu,nem ele achávamos que devia sair com os miúdos sozinho.

Rita

Então ficaríamos por casa…o Rúben foi até à piscina,e os miúdos assim que o virão lá nem pensaram duas vezes e pediram logo para irem ter com ele, estreando também os presentes que lhes tínhamos comprado à algumas semanas atrás.

George-Eles dão-se mesmo muito bem com ele.-estava a limpar a mesa da cozinha e o George,olhava pelos vidros para o jardim vendo os miúdos na piscina com o Rúben.

Rita-Sim,é.Também podes ir até lá fora se quiseres.

George-Não deixa estar,fico aqui a fazer-te companhia.

Rita-Está bem.-sorri-lhe.-Hoje o meu pai passou por cá,quer te convidar para ires lá a casa jantar hoje connosco.

George-Hoje em casa dos teus pais?

Rita-Sim,sim.Podes ?

George-Posso,posso.-sorriu.

Rita-Bem,eu vou arrumar esta esfregona e vou me deitar um pouco que estou com algum sono,fica à vontade.

George-Eu vou aproveitar e vou visitar um amigo meu que já não o vejo à uns tempos,depois apareço lá em casa dos teus pais.

Rita-Está bem.-despedi-me dele e fui me deitar que estava com imenso sono.

(Rúben)

Não podemos sair para ir até à praia,mas a piscina foi mais do que suficiente para passar uma boa tarde de Verão com os miúdos. O modelinho acabou por ir embora ,talvez por ter falta de atenção, e ficámos apenas nós quatro.

Usei o chuveiro do jardim e depois fui buscar umas toalhas a casa.Reparei que a Rita estava a dormir e deixei-a ficar.Ao passar pela sala,reparei que se queríamos estar os quatro prontos  às sete horas em casa do senhor Alberto era melhor começar a mexer os cordelinhos.
Já secos,foram até ao quarto e ajudei-os a escolher a roupa e a vesti-los.Disse-lhes para irem até à sala e para ficarem quietos até estarmos prontos para sair.Levaram alguns brinquedos e foram fazer o que lhes disse.

Carolina


Simão
Rúben-Amor.-mexi um pouco nela,e lá acabou por me olhar.-Temos de nos despachar se queremos chegar a casa dos teus pais.

Rita-Tens razão.-sentou-se na cama.-Os miúdos?

Rúben-Estão na sala já prontos.

Rita-Está bem,então vamos nos vestir.

Vi que ainda estava com algum sono,mas lá se levantou e se foi vestir..e eu fiz o mesmo,já que não estávamos para chatear o senhor Alberto.

Rúben-É verdade,onde anda o explorador?

Rita-Rúben podes parar se faz favor com esta coisa de dares apelidos ao George.-gargalhei.

Rúben-É mais forte do que eu.

Rita-Eu acho que tens é ciúmes.

Rúben-Eu?Ciumes?!Daquele exploradorzinho?Por favor Rita,não me rebaixes aquele nível.-ela sorriu.

Rita-Sim,sim.Mas podes ficar descansado nunca teve ,nem nunca vai ter sorte.

Rúben-Isto também eu sei,ele tem é de pegar lá nas suas malinhas e por se andar.Mas agora responde lá ao que te perguntei.

Rita-Ele disse que ia ver um amigo e depois ia até às casa dos meus pais.

Rúben-Humm está bem.

Não falei mais nada sobre o gajo já que se o fizesse a Rita ia logo começar a dizer que estava para ali a chamar nomes e não me queria chatear.
Chegámos a casa dos pais da Rita a horas,e ele também já lá estava.

O jantar foi o que eu esperaria,os pais na Rita com um interrogatório ao explorador sobre os seus últimos locais visitados e nós os quatros de expectadores.

No fim do jantar já estava mais do que pronto para ir para nossa casa quando a Rita me diz que o George ia também até lá.

Rúben-Mas tu convidaste o para ficar lá a dormir?

Rita-Achas?!Não ,ele é que diz que precisa de falar comigo sobre algo sério.

Rúben-Algo sério?

Rita-Sim,não sei o que é,mas vamos andando.

Rúben-Está bem.

Fomos até a casa e a curiosidade para o que o gajo tinha para dizer era grande.Afinal já era tarde e ainda por dizer que era um assunto  sério deixou-nos sem saber o que viria dali.
Fui deitar os miúdos e como o George e a Rita estavam a falar da sala,fiquei no quarto com a Carolina até porque esta me pediu para tal.

Quando ela adormeceu,sai do quarto.Ouvi a porta a fechar,deveria ser o explorador  que tinha saído,segui até à sala e encontrei a Rita no que pareceu ser um leve choro.

Rúben-Amor estás bem?-aproximei-me dela.-O que foi que aquele  filho da mãe te fez?-sentei-me ao seu lado e ela limpava as lágrimas.

O que terá dito o George?

Como serão os próximos tempos?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Capitulo 53-"Isto quer dizer que vais ter mais filhos?"

(Rita)

Rita-Diferente?!-olhei-o.

George-Sim quando decidimos que íamos ter os miúdos tu não parecias pensar desta maneira…o que quis dizer é que até poderia ter estado mais presente durante estes últimos anos.

Rita-George eu não te obriguei a nada,e tu é que escolheste continuar a viajar.Concordámos que ficavas por perto enquanto eu estava grávida e nos primeiros meses,depois seguiste a tua vida e eu a minha mais nada.

George-Pois eu sei.Mas sempre que voltava encontrava te sozinha com os miúdos.Tal como eu ,que mesmo estando longe era isto que eu tenho..os miúdos. E agora já tens alguém..mas fico muito feliz por ti.-sorriu.-Estão juntos à muito tempo?-não perdeu tempo a mudar de assunto.

Rita-Há quase um ano.

George-Ele o que faz?

Rita-É jogador de futebol .

George-Como o conheceste?

Rita-Trabalho no Caixa,onde eles treinam.

George-E como é ele com os miúdos?

Rita-Eles gostam muito do Rúben,e  o Rúben deles…no principio as coisas não eram assim,mas com o tempo  isto foi mudando e agora o Rúben também é para eles parte da nossa família.

George-Óptimo,é bom que eles se dê bem com o padrasto deles.-olhei-o já que aqui em casa não era habitual  usarmos a palavra "padrasto" para caracterizar o Rúben.-E vais continuar a viver cá em casa?

Rita-Sim porquê?

George-Olha porque como tens agora um companheiro pensei que ias querer ter a tua família,quem sabe filhos.-sorriu.-Irias precisas de uma casa um pouco maior.-abriu o armário e tirou um prato.

Rita-Eu e o Rúben por agora queremos é tratar dos miúdos e esta casa ainda tem muito espaço vazio.

George-Isto quer dizer que vais ter mais filhos?-falou logo assim que terminei de falar.

Rita-George eu acabei de dizer que isto não está nos nossos planos.

George-Pois..

Rita-E tu?-coloquei o que lhe tinha preparado sobre a mesa,e ele sentou-se.

George-Eu o quê?-sentei-me ao seu lado.Vi que ele tinha entendido o que eu queria lhe dizer mas estava a fazer se desentendido.

Rita-Sabes muito bem do que estou a falar.Se não vais ter a tua família?

George-Já tenho os miúdos.-deu me um sorriso de orelha a orelha depois de dar a primeira garfada.

Rita-E eu também os tenho e fico muito feliz por isto,mas quero saber se tu também estás interessado em ter mais filhos.

George-Penso neste assunto…-olhou-me.-Depois haveremos de falar nisto.-assim que terminou ouvi alguns 
passos e olhei em frente.Vi o Rúben a entrar na cozinha ficando parado,olhando para o George.

Rita-Então mor?

Rúben-Eu queria te avisar que já vou sair.

Rita-Já?-levantei-me e fui em direcção dele.

Rúben-Sim,vou até ao ginásio.Estou a precisar de descarregar energias.-disse isto  e depois deu um sorriso “amarelo”  para o George que também já se tinha virado para lhe olhar.

Rita-Está bem.-beijei-o.-Até logo.

Rúben-Adeus.-voltou a unir os nossos lábios e virou costas.

George-Bom treino.-o Rúben parou e virando as costas,olhou para o George.Como se ele nem tivesse de direito de dizer tal coisa.

Rúben-Obrigado.-disse-o com sarcasmo e saiu.

(Rúben)

A chegada do pai dos miúdos tinha sido sem dúvida uma grande surpresa.É que não esperava nada um tipo como aqueles a aparecer à porta e ainda com o Simão e a Carolina a chamarem-lhe de pai!Não só por a Rita ter poucos amigos homens,mas porque logo o que tinha de ser pai dos miúdos parecer algum modelo ou assim.
Precisava mesmo de descarregar umas energias e tirar da minha cabeça aquele “nariz empinado”…
Ao regressar a casa,esperava não ter de dar de caras com ele,mas claro que o gajo ainda lá estava.

Cheguei à sala e estava com o Simão no seu colo,a Carolina ao seu lado e com uma máquina ligada ao plasma.Notei que ia passando várias fotos,pareciam de lugares exóticos…

Simão-O Rúben chegou!-apontou na minha direcção,fazendo com que a Carolina e o outro me olhassem.

George-Então Rúben como correu o treino?

Rúben-Bem.-aquele seu falso interesse apenas recebia  uma resposta curta da minha parte.-A Rita?

George-Está na cozinha a preparar o jantar.

Carolina-Não queres ficar mais a gente?

George-Sim,estou a mostrar umas fotos.

Rúben-Não é por mal mas preciso de falar com a Rita por isto..

Afastei-me e fui até à cozinha.Entrei e vi a Rita com o avental a preparar o jantar.

Rita-Olá amor.

Rúben-Olá.-aproximei-me e beijei-a.

Rita-Tá tudo bem?-encostei me ao balcão,ficando ao seu lado.

Rúben-Podes me explicar o que está a acontecer na sala?

Rita-Como  assim o que está a acontecer na sala?

Rúben-Porque é que ele ainda cá está?E que raio está a fazer com os miúdos?

Rita-Oh Rúben ele vai jantar connosco,e está a mostrar aos miúdos umas fotos que ele tirou nas férias.

Rúben-Agora ele é fotógrafo….-falei em tom de gozo.

Rita-Ele sempre gostou imenso de fotografia.-disse aquilo num tom sério,quase como repreender me.-E gosta de mostrar aos miúdos os lugares aonde foi.

George-Bem isto tem um cheirinho.-ouvimos uma voz e olhámos  para perto da porta…e lá estava o senhor fotografo agora com a máquina na mão.

Rita-Está quase pronto.Já lhe mostraste as fotos todas?

George-Já,agora é começar a fazer novas memórias.-sorriu.-Já agora.-colocou a máquina pronta em direcção da Rita.-Vá Rita,sorri.

Rita-Oh George,agora não.

George-Deixa de ser parva vá.-a Rita lá fez uma cara como se desse o braço a torcer e sorriu para a máquina.



Eu assisti aquilo como se tivessem a brincar com a minha cara e a tentar saber se estava realmente acontecer perante os meus olhos.

George-E tu Rúben não queres não gostas de fotos?-olhei-o,e só pensava na lata que este gajo tinha.

Rúben-Não.Bem eu vou ter com os miúdos.-sai da cozinha e deixei-os aos dois já que parecia ser assim que estavam bem.

(Rita)

George-Acho que o Rúben não ficou lá muito contente.

Rita-O quê?

George-Deu para notar que não gosta de mim.

Rita-Não sejas parvo,ele só não te conhece..mais nada.

George-Pois.

Os miúdos entraram a correr pela a cozinha e ao verem o George com a máquina na mão quiseram logo também tirar fotos.Pôs o bacalhau no forno e depois tiveram direito às fotos que tanto pediram.

O George tirou uma comigo e com a Carolina,outra comigo e os miúdos e outra apenas os miúdos. Que iria ser duvida algo para emoldurar e colocar na sala,já que não tinha fotos tão recentes deles.








Tive também a sua ajuda para colocar a mesa e depois coloquei o bacalhau na mesa.

Carolina-O Rúben não vem jantar mãe?

Rita-Vem,vem.-levantei-me.-Vou lhe chamar.

Fui até ao quarto enquanto o George jantava com os miúdos.

Rita-Onde vais?-entrei e vi o Rúben em frente do espelho a arranjar o cabelo.

Rúben-Vou sair.-nem me olhou-me enquanto falou.Cruzei os braços e fui me aproximando.

Rita-E vais onde?

Rúben-Vou beber um copo com o meu irmão e o pessoal.

Rita-Mas não é normal ires "beberes copos" com ninguém..

Rúben-Pois mas hoje vou.-saiu de frente do espelho e olhou-me.-Bem vou andando.-ia me beijar mas coloquei os meus braços no seu peito empurrando.

Rita-O que se está a passar?

Rúben-Nada,vou só sair com os meus amigos.

Rita-Deves pensar que sou parva Rúben,tu só estás a fazer isto porque o George estar cá em casa.Rúben ele é apenas meu amigo,por favor!

Rúben-Que eu saiba não disse o contrario.-falava como se aquilo não o afectasse, e estava na cara que só fazia isto para me por fora de mim.-Mas que gosta de estar muito tempo cá em casa isto sim,é verdade.

Rita-Eu convidei-o para jantar cá em casa.

Rúben-Pois e a mim convidaram-me para ir tomar um copo.E eu acho que posso tirar um pouco de tempo das minhas férias para estar com o pessoal.

Rita-Claro,claro que podes.Alias vai à vontade,porque pelo os vistos não vale a pena o que eu diga que não vou adiantar nada.

Abri a porta e sai.Ao chegar à cozinha ouvi a porta a fechar…ele foi mesmo ter com “o pessoal”..mesmo depois da nossa conversa .
Não parecia compreender que o George não ia mudar nada,e que ele estar por perto é apenas benéfico para os miúdos.
Acabei por perder o apetite e nem jantei .Isto foi notável e quando já os miúdos estavam mais “calminhos” o George veio até ao meu quarto

George-Posso?

Rita-Claro.-sentei-me.-Os miúdos?

George-Já adormeceram e eu levei-os até ao quarto.-sentou-se ao meu lado.-Está tudo bem contigo?

Rita-Sim está.

George-Olha que não me enganas assim tão facilmente.-sorri ao ouvi-lo.

Rita-É o Rúben,saiu….

George-E?

Rita-E discutimos antes de ele sair.

George-E discutiram porquê?-olhei-o.-Já entendi…foi por minha causa,não foi?

Rita-Não é isto.

George-Claro que é.-interrompeu-me.-Ele não deve gostar que eu ande por aqui tanto tempo.

Rita-Se compreendeu durante este tempo todo não tem de fazer drama nenhum agora.

George-Ele se gosta de ti sente ciúmes,é natural Rita.-sorriu.-Eu é que não devia estar aqui tanto tempo.

Rita-Não ,tu és o pai dos miúdos e quero que estejas por perto o máximo de tempo que estiveres em Portugal.

George-Pois eu tenho uma coisa para te dizer…-a porta do quarto abriu enquanto o George falava e vi que era o Rúben.Ele ficou a olhar para o George com a mão na maçaneta,sendo este mesmo a ter alguma reacção.-Eu vou embora.-levantou-se.

Rita-Vais para onde?

George-Para um hotel qualquer.-sorriu.-Eu cá me arranjo.Até amanha.-o Rúben desviou-se e ele
passou.Antes de dar mais um passo o Rúben olhou-me,e depois foi até à beira da cama sentando-se.

Rita-Pensei que vinhas mais tarde.

Rúben-Posso não ter treino,mas ainda tenho as responsabilidades.-vi que descalçava os sapatos.

Rita-Rúben.-de gatas sobre a cama fui até perto dele.-Não devias ter ido embora.-ele olhou-me.

Rúben-Olha que pelos os vistos fiz muito bem,aliás nem devia era ter vindo tanto cedo assim sempre podias ter ficado mais tempo acompanhada ali pelo nariz empinado.-levantou-se.

Rita-Rúben isto não é verdade.Ele só veio falar comigo porque viu que fiquei em baixo por teres saído depois da nossa conversa.

Rúben-Epá o gajo é fotografo,parece que saiu da capa de uma revista,e ainda é atencioso….-deu uma falsa gargalhada.-Não sei o que ainda fazes comigo,já que tens ai o teu amiguinho.

Irá esta discussão ter um fim feliz?

E o que terá o George para dizer à Rita?

Olá meninas!
Hoje tenho aqui um pequeno "desabafo" a fazer...eu sei que muitas vezes torna-se um pouco "difícil" deixar algumas palavras no final de cada capitulo,mas a verdade  é que nos últimos capítulos os comentários tem descido imenso.Eu continuo a escrever com o mesmo gosto,mas pelo os visto tem havido algo a mudar.Gostaria de saber o que é,se não estão a gostar do rumo da historia..não sei..só que deixassem algumas palavras,se possível.
Bem,beijinhos e espero que tenham gostado.
Rita






quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Capitulo 52-"Até parece que não ficaste feliz por eu ter alguém comigo."

(Rita)

Mãe-Concordo plenamente.Assim após a cerimonia podem tirar as fotos no jardim….irão ficar fantásticas.

Anabela-Mas como é óbvio temos de ter um fotografo à altura,pois as fotos de casamento são sem dúvida algo para a vida.

Mãe-Verdade.-sorriu.-Agora não sei se fica melhor na Rita branco ou pér…filha.-reparou que estava ali a ouvi-las já à algum tempo.-Ainda bem que estás aqui,eu e a Anabela estávamos aqui a falar só.

Rita-Eu ouvi.-interrompi-as,ainda meia pasmada perante tal situação.-Eu ouvi o que estavam a falar.

Mãe-Ainda bem.-sorriu.-E então que vais querer branco ou pérola?-eu nem sabia que lhe responder.

Rita-Eu..eu já venho.-afastei-me já que ali não sabia que falar.Chamei pelo o Rúben.Ele acompanhou-me até à sala.-Rúben..não sei se já reparaste mas as nossas mães estão ali a conversar à horas.-apontei pelo o grande vidro para as cadeiras onde estavam sentadas.

Rúben-É verdade.-teve a mesma reacção que eu quando as  vi pelo primeira vez a porem conversa.-Ainda 
bem…era só isto amor?

Rita-Só isto?!Pode não parecer mas aquilo é um problema dos grandes!

Rúben-Hãn?

Rita-A tua mãe e a minha mãe estão para ali a falar à horas sobre o nosso casamento.

Rúben-O nosso casamento?

Rita-Sim,a escolher flores,lugares,vestidos e sabe Deus lá mais o quê.Eu até fiquei sem saber que lhes dizer.

Rúben-Eles podem falar o que quiserem que no fim de contas é algo que nós é que decidimos.

Rita-Dizes isto porque ainda não ouviste..também da tua mãe.-ele olhou-me com uma cara.-Pronto desculpa!Eu estou a tentar dar me melhor com ela só que ela sempre te falou de isto.

Rúben-Como a tua mãe.

Rita-Agora a culpa é da minha mãe?!-interrompi-o.

Rúben-Não,não foi isto que quis dizer.O que quis dizer foi que elas são muito parecidas…e isto de andarem a falar de casamentos é por que querem as duas a mesma coisa.

Rita-Acho que vou ter de por um ponto final nisto.-olhei para elas e vias todas felizes da vida a falarem.

Rúben-Não.-olhei-o.-Deixa elas falarem…assim a minha mãe está ocupada e já não nos chateia com aquelas conversas nem a tua mãe com coisas do casamento.-sorriu.

Rita-Eu só espero que  isto corra bem.

Rúben-Elas não nos vão obrigar a nada,por isto no máximo só podem por conversa.

Ele parecia estar bastante convencido de que elas duas estarem tão “amiguinhas” não ia ser problema nenhum para nós.E aquela confiança toda acabou por também me “contagiar” e despreocupou-me um pouco acabando por desfrutar do churrasco.

(Rúben)

Ao sair da sala em direcção ao jardim a Carolina “saltou” para o meu colo.Pediu para ir buscar sumo.Ao aproximar-me da mesa vi que quem também lá estava era o pai da Rita.Se não estivesse com a miúda ao colo tinha dado meia volta e voltava mais tarde mas lá tive de ir.

Alberto-Então Rúben,como tem estado?

Rúben-Bem.-coloquei a Carolina ao meu lado.-E consigo?-perguntei aquilo mais por “obrigação” do que 
por outra coisa.

Alberto-Muito bem.Está a habituar-se a viver cá em casa?-olhei-o,já que aquele assunto nem devia ser falado aqui,mas se havia coisa que o pai da Rita adorava fazer  era tentar trocar-me as voltas.

Rúben-Sim,já estava mais do que habituado à Rita e aos miúdos.

Alberto-Pois mas agora é diferente.-peguei no copo e dei à Carolina.Que se afastou.-Espero que saiba do que estou a falar.

Rúben-Sim sei,e como disse nós já éramos uma família antes de eu me mudar cá para casa.

Alberto-Pois uma família..-disse aquilo cá com uma cara que até metia medo ao susto.-O George chega daqui a uns dias,e para que saiba isto vai mexer muito com os miúdos.Não só  quando ele cá está,mas quando vai embora…Geralmente é a Rita que tem estas todas responsabilidades.

Rúben-Mas agora são as nossas responsabilidades.-interrompi-o.-Pode ficar descansado que os miúdos estão em boas mãos.-coloquei a minha mão no seu ombro enquanto falei,fazendo com que ele me olhou-se pois não esperava tal coisa.Mas não estava para deixar o pai da Rita me “subestimar” .Ele acabou por ficar sem palavras e eu afastei-me já que tinha dito o suficiente para deixar bem claro a minha posição.

O churrasco correu muito bem,sem dúvida que a Rita teve toda a razão,e isto foi uma óptima ideia.

XXX


Com o fim do campeonato o tempo para estar em casa com os miúdos e com a Rita era maior e eu aproveitava-o.A Rita à cerca de uma semana que andava um pouco mais nervosa..e eu nem precisava de perguntar o porquê.A chegada do pai dos miúdos,pelo os vistos deixava-a desta forma,e eu tentava ao máximo acalmá-la e ajudá-la em tudo o que podia.

Hoje seria o “grande dia” e isto notava-se não só por os miúdos o dizerem mas por que a Rita andava uma pilha de nervos.
Carolina
Simão
Rita
Rúben-Rita toma calma.-estávamos a arrumar a mesa,depois do almoço,e ela tinha acabado deixar cair um dos pratos.

Rita-Eu tou calma.-ela abaixou-se para ir buscar o cacos do prato,mas puxei-a para mim.

Rúben-Deixa tar eu trato disto,quero só que te acalmas…afinal não é a primeira vez que ele cá vem.

Rita-Pois não,mas eu não sei como os miúdos irão reagir à medida que crescem….E também por que quero te apresentar ao George.

Rúben-Sim mas isto não é razão para ficares assim.O George está no seu lugar e eu no meu.


Rita-Tens razão.-juntou os nossos lábios.

Tratei depois de arranjar o resto da cozinha e a Rita foi com os miudos aos quartos para mudarem de roupa.

Voltei para a sala e os miúdos estavam já prontos para receber o “pai”.A Rita andava às voltas e por isto os miúdos andavam meios esquisitos e com muitas perguntas quanto à mãe e então fui me sentar com eles para o sofá.

Tocaram à campainha e a Rita saiu da cozinha que nem um foguetão.

Rita-Eu vou lá.

Carolina-Deve ser o pai.-ouvi ela dizer aquilo,mesmo ali no meu colo,e tenho de confessar que foi um pouco difícil de “engolir”.Eles também levantaram-se e a Rita abrir a porta.

(Rita)

Ao por a mão na maçaneta respirei fundo e abri.

Rita-Olá.-vi o George com aquelas suas malas e o seu sorriso habitual.


George-Olá Rita!-falou com um sorriso e deu alguns passos em frente dando-me um valente abraço.-Como tens estado?

Rita-Bem bem.-sorri-lhe.-Entra.-ele colocou as suas malas perto da porta.

George-Os miúdos?-ainda nem tinha terminado e os miúdos apareceram.Estavam com um grande sorriso e agarram-se a eles.Cada um teve o seu tempinho a cumprimentar o pai que olhava para cada centímetros deles ,notando a “mudança” desde a ultima vez que os viu.Os miúdos quiseram ir até à sala.Deixámos as malas do George na entrada e fomos até à sala.

Ao lá chegar demos de caras com o Rúben que estava de pé à nossa espera,de braços cruzados com um ar sereno.

Rita-Bem…-olhei para o lado e vi que o George tinha ficado bastante surpreendido por ver outro homem ali.-George, este é o Rúben,o meu namorado.Que vive aqui em casa connosco.-o George olhou-me boquiaberto enquanto falei e ao terminar olhou para o Rúben.

Rúben-Prazer.-estendeu a mão  em direcção do George,que depois de lhe olhar por breves segundos a apartou.

George-Igualmente.

Simão-O pai trouxe presentes?-falavam já indo em direcção das malas.

George-Sim..sim.-sorriu.-Vá vamos lá buscar os presentes.

O George foi com os miúdos buscar as malas,trouxe-as para sala.Sentou-se com eles aos seus pés,esperando para que o pai abrisse as malas e lhes desse os ansiados presentes,enquanto eu e o Rúben lhes observávamos.Perguntei ao George se queria comer alguma coisa, afinal tinha acabado de chegar.Ele aceitou e eu fui até à cozinha.

Segundos depois de ter entrado,enquanto abria o frigorífico,vi o George a entrar na cozinha.

George-Não te importas que fique aqui a fazer te companhia?-sorriu.

Rita-Não,não.-sorri-lhe.-Por onde tens andado?-se havia coisa que o George gostava de fazer era viajar.Tinha já ido a imensos lugares que eu nunca conhecera e era uma das coisas que achava “engraçada”  nele.

George-Nestes últimos meses estive pela América do Sul…-ao contrário das outras vezes não notei aquele entusiasmo que ele tinha nas suas viagens mas mesmo assim não questionei.

Rita-Parece ser giro.-ia falando com ele enquanto lhe preparava um pequeno lanche.

George-Sim,sem dúvida que são países fantásticos.Mas acho que as novidades não sou eu que tenho de as contar.

Rita-O que queres dizer com isto?-sorri-lhe.

George-Não esperava que tivesses um namorado.

Rita-Há assim tão poucas possibilidades de eu encontrar alguém é?

George-Não,não é isto.É só que sempre estiveste sozinha…e até porque quando decidiste ter os miúdos da forma que falaste não parecia que ia haver mais alguém na tua vida.

Rita-Eu nunca tirei esta opção….

George-Humm.-vi que ele tinha ficado a “moer” naquilo que eu tinha terminado de dizer.

Rita-Até parece que não ficaste feliz por eu ter alguém comigo.

George-Não,não.Não é isto.Só que quando vieste falar comigo para termos os miúdos pensei que a família como todos nós conhecemos não era essencial para ti…se naquela altura tivesses pensado desta forma as coisas podiam ter sido diferentes.

O que quererá o George dizer com isto?
E o que dirá a Rita ?



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Capitulo 51-"O teu pai não tem remédio"






(Rita)

Ao lá chegar encontrei a recepcionista,perguntei se o Mauro estava por perto,ela disse que o iria chamar.Esperei um pouco e depois lá o vi a aproximar.

Mauro-Olá,Rita...

Rita-Olá.-sorriu-lhe.

Mauro-O Rúben não está aqui.

Rita-Sim eu sei,eu queria era falar com a tua mãe.Ela está aqui no spa?

Mauro-Sim está.Está no escritório.

Ele acompanhou-me até ao seu escritório,bateu à porta e ouvi a voz da Anabela a dar permissão para ele entrar.

Mauro-Não estou sozinho,a Rita está aqui.

Anabela-A Rita?-ao entrar vi que tinha parado o que fazia e olhou em direcção da porta.

Mauro-Sim.

Rita-Boa tarde Anabela.

Anabela-Precisa de alguma coisa?

Mauro-Bem se precisarem de mim estou aqui fora.-falou isto e saiu.

Rita-Sim,queria falar consigo.

Anabela-Ai sim?-fui me aproximando em direcção da secretária.-E sobre o quê?

Rita-Quero lhe convidar para ir lá a casa no sábado .Eu e o Rúben vamos lá fazer um churrasco e queremos que também vá.-vi que ficou surpreendida .

Anabela-Porque não veio o meu filho me convidar?

Rita-Porque lhe disse que tratava de vir falar consigo, e também não interessa quem lhe convide , pois a casa é de nós os dois.E queremos que vá.

Anabela-O meu filho não me falou em nada disto…

Rita-Não lhe disse nada, porque decidimos que íamos fazer um churrasco, ontem.Pode lhe telefonar Anabela,mas ele vai lhe dizer o mesmo que eu.

Anabela-E será apenas eu em …vossa casa?-reparei que a palavra “vossa” custou um pouco a ser dita mas lá a disse.

Rita-Não,os meus pais também iram . E o Rúben vai convidar os seus amigos mais próximos e da minha parte vai a Sónia e o seu marido.

Anabela-Eu ainda não sei se posso.-vi que ela não queria mesmo dar o braço a torcer ,e se havia coisa que eu me recusava a ter era um “não” da sua parte..E como tal,mesmo sem a sua permissão, puxei uma cadeira e sentei.

Rita-Anabela eu não lhe vou obrigar a ir ao churrasco, sabe onde moro ,fiz lhe o convite e sinceramente queria que fosse…mas isto cabe-lhe a si decidir.É desnecessário esta “guerra”, acabei de iniciar uma nova na minha relação com o Rúben e não vamos de precisar de qualquer problema.

Anabela-Agora a minha relação com o meu filho é um problema para si?-olhou-me ofendida.

Rita-O que quis dizer foi que não quero problemas consigo,quero aproveitar cada momento que tenho com a minha família.-levantei-me.-Já sabe que está convidada,sábado em minha casa,apareça quando quiser.

Dei meia volta ,nem esperei uma resposta e sai.Até mesmo porque dado que a Anabela não tinha achado qualquer piada à minha visita.Ao sair, falei com o Mauro, para também lhe convidar.

XXX

A Sónia tinha me ajudado a fazer uma lista para o churrasco,a ir às compras e hoje tinha vindo cá para casa bem cedinho para me ajudar.

Rita


Carolina
Simão

Rita-Quando vem o Roberto?-disse quando lhe ajudava a pegar nuns sacos de coisas  para o churrasco.

Sónia-Ele vem daqui a pouco,só que sabes como são os homens para estas coisas..se poder chegar em cima da hora até agradece.

Levámos os sacos até à cozinha.Os miúdos que nos “apanharam” quando passávamos pela sala “colaram-se” a nós e queriam era ajudar-nos.

Fomos até lá fora,e endireitamos a mesa pus uma pequena toalha.Limpei tudo o que era necessári .Os miúdos, iam colocando os copos, guardanapos,talheres,e pratos,mas claro com a Sónia a supervisionar pois não queria que não  acontecesse nada.


O Rúben chegou do treino e assim sempre havia outro adulto para estar com os miúdos.É que eu e a Sónia queríamos começar a preparar o churrasco mas como eles tinham de almoçar e depois estiveram sempre por perto,só tivemos oportunidade de o fazer quando o Rúben ficou com eles.

Coloquei sobre a minha mesa,uns tabuleiros, uma taça com várias frutas,uma faca e uma tábua para as cortar.Entretanto a Sónia do outro lado da mesa,da cozinha,ia tratando a carne para o churrasco.

Sónia-A mãe do Rúben voltou a dizer alguma coisa?

Rita-A mim não me disse mais nada,e ao Rúben também.

Sónia-Então não sabes se a senhora vai aparece?

Rita-Basicamente,não.

Sónia-E de resto,quem vem?

Rita-O Rúben quis convidar uns amigos lá do Caixa,o irmão,os meus pais,o pai dele e vocês.

Sónia-Amigos do Rúben?!Ui pena não estar solteira.-falou rindo.

Rita-Tem mas é juízo.

Sónia-Se forem como o Rúben é difícil ter juízo.-continuou a rir-se.

Rita-Não queres te calar mesmo?

Sónia-Sabes ele deixa-me assim..-ela sabia que eu não achava piada a estas coisas,e do que diz respeito a “ciúmes” e provações não consegui ficar calada.

Rita-Eu posso te acalmar se quiseres!-falei a pegar num dos palitos que ia usar para fazer espetadas com fruta.

Rúben-Então mor?-senti o toque dos seus lábios na minha bochecha e a sua mão sobre a minha,a que segurava o palito.-Para que é isto?-olhei para a Sónia e depois para o Rúben.

Rita-É  a Sónia que gosta muito de brincar com o que não deve.

Rúben-Com o que não deve…-olhou-me.

Sónia-É mais com o que não tem.

Rita-Acabou ,ok?!-tocaram à campainha.-Olha mesmo a propósito.Podes ir?-disse ao Rúben ,que “roubou” um dos morangos.

Rúben-A esta hora deve ser os teus pais.

Rita-E então?

Rúben-E quanto menos tempo estiver com o teu pai.-ouvi o riso da Sónia.

Rita-Oh Rúben por favor vai lá.

Ele voltou a tirar mais uma peça de fruta e com um ar de quem estava a fazer um favor saiu da cozinha.Afinal ele tinha razão e eram mesmo os meus pais.A minha mãe trazia uma sobremesa nas suas mãos,e ao seu lado vinha o meu pai.

Eles cumprimentaram-nos.

Mãe-Trouxe isto filha.-peguei na tarte que ela trazia e coloquei-a dentro do frigorífico enquanto lhe agradecia o gesto.-Os meninos?

Rita-Estão no quarto.

Rúben-Bem eu vou até ao jardim…por tudo em ordem com o grelhador.-ele saiu e logo de seguida a minha mãe falou.

Mãe-Não vais com o Rúben?

Pai-Ele deve saber o que faz não?-olhou-me.

Rita-Claro que sabe,é mais para lhe fazer companhia pai.

Pai-Ele não tem dez anos.Vou é ver os meus netos.

Mãe-O teu pai não tem remédio.-disse depois de ele sair.

Rita-Ele qualquer dia vai ver que isto é uma parvoíce.

Sónia-São os dos teimosos....com o tempo vão se começar a dar melhor.

Mãe-Espero bem que sim.-sorriu.-Bem há alguma coisa que possa fazer?-voltaram a tocar à campainha.

Rita-A mãe pode acabar de cortar esta melancia que já venho.

Fui abrir a porta,enquanto a minha mãe tomava conta do meu “posto” na cozinha.Era os amigos do Rúben.Cumprimentei-os e disse-lhes que o Rúben estava lá fora.Traziam uma garrafa de vinho que levaram até ao jardim,pois já estavam pronto para começar o churrasco.

Iam chegando o resto dos convidados,e os miúdos acompanhados do meu pai e da minha mãe foram até ao jardim.Ao chegar o pai do Rúben apresentei-o logo de seguida aos meus pais.Para meu descanso não houve qualquer “constrangimento” e a conversa fluiu .

Eu e a Sónia levamos tudo o que preparamos até cá fora.




























































Afinal já cá estavam todos…ou melhor estavam todos os que me sempre achei que viriam.A Anabela ainda não tinha aparecido.O Rúben não parecia estar muito pensativo quanto ao assunto,mas eu não sabia se deveria esperar por ela.
Quando vi que tinha a oportunidade chamei pelo o Mauro.

Rita-Sabes se a tua mãe vem?

Mauro-Não,não sei.Ela não te disse se viria ou não?-vi que esperava que por esta altura a Anabela já me tivesse avisado se iria ou não.

Rita-Não…mas não faz mal.

Ele voltou para perto deles e eu fui um copo de vinho para mim.Ao fazê-lo ouvi a campainha.Deixei o copo ficar sobre a mesa. E fui abrir a porta.

Rita-Olá.-falei depois de abrir a porta e ver a Anabela.

Anabela-Olá Rita,posso?

Rita-Claro,entre.-desviei-me e ela passou.

Anabela-Não tive tempo para lhe preparar nada,por isto trouxe isto.-tinha um daqueles bolos que compramos nos hipermercados na mão esquerda.

Rita-Não era preciso,mas agradeço.

Anabela-O meu filho?

Rita-Está no jardim.

Ela, com quem já conhecesse os cantos à casa,foi até ao jardim e eu colocar o bolo noutro prato e levei lo até ao exterior.Ao chegar ao jardim pedi à Anabela que me acompanhasse e fui apresenta-la aos meus pais.

O meu pai e o pai do Rúben parecia que se conheciam à anos, falavam enquanto iam comendo alguns aperitivos,já a minha mãe até então ouvia a conversa e sorria.

Ao chegar a Anabela,vi no seu rosto como se ela fosse a sua “salvação”.Deixei-as quando vi que a minha mãe pôs conversa com a Anabela e acompanhou-a até à mesa dos aperitivos.

Sónia-Ui afinal a sogrinha veio.

Rita-Credo!-estavam tão focada na minha mãe e na Anabela que quando a Sónia falou apanhei um grande susto.

Sónia-Isto é tudo efeito da sogrinha.

Rita-Não, é porque tu apareces aqui sem eu dar conta.

Sónia-Pois,pois.A tua mãe parece que lhe está a dar a volta.

Rita-Eu não preciso que a minha mãe lhe dê a volta,mas só que mostre que não sou uma qualquer.

Deixei-as falar enquanto pude,mas a verdade é que aquilo parecia tão bom que até comecei  a duvidar….Aproximei-me lentamente,para ver o tema da conversa ,e tenho de confessar que as minhas suspeitas estavam certíssimas!

O que estarão as “sogras” a falar?


Irá a Rita ficar feliz?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Capitulo 50-"Oh…a Ritinha a perfeita nora."


(Rúben)

Rúben-Ah,sim posso.-sorri-lhe e fechei a porta.Ela ao ver me chegar para perto da cama chegou-se mais para o outro lado dando mais espaço para mim,tirei só as sapatilhas para me colocar mais confortável e deitei-me ao seu lado sobre os lençóis.

Carolina-Podes dar o meu pinguim?-para além de dormir acompanhada com aquela boneca que estava sempre com ela ,queria também juntar o pinguim.Estiquei o braço e dei-lhe o peluche.

Rúben-Toma.-ela agarrou-o,e depois com a cabeça pousada na almofada olhou-me.



Carolina-Vamos poder passear assim outra vez?

Rúben-Sim,claro.-levei o meu braço até ao seu cabelo,e comecei a passar a mão pelos seus caracóis.-
Quando a tua mãe não estivera trabalhar,e eu não tiver de ir treinar.-ela sorriu.

Carolina-Gostas do meu pinguim?-esticou o peluche na minha direcção,pois o peluche não tinha recebi qualquer atenção da minha parte desde que cá chegamos a casa.

Rúben-Sim.-gargalhei.-É muito giro…Mas não gostas mais dos outros,os verdadeiros?-ela acenou com a cabeça em sinal afirmativo sorrindo.Com isto lembrei-me disto tudo de eu ser como o pai para eles,mas a sua voz volta a trazer me para a “terra”.

Carolina-Hoje foi o segundo dia que gostei mais.

Rúben-Ai sim?-ela voltou a acenar com a cabeça em sinal positivo.-E qual foi o dia que mais gostaste?

Carolina-Quando fiz 5 anos.

Rúben-Gostaste da festa que te preparei?-parecia que eles tinham mesmo gostado daquela festa de aniversário que lhes tinha preparado no seu ultimo aniversário.E este fez me sorrir,ter lhe dado este momento.

Carolina-Sim,o meu bolo tava muito giro,e era tudo com princesas.

Rúben-Para o próximo aniversário há mais.

Carolina-Tu também vais fazer a minha festa?

Rúben-Se tu e o Simão quiserem,eu não me importo.

Carolina-Eu quero.

Ao falar isto aproximou-se mais um pouco,ficando com a sua cabeça quase contra o meu peito.Nem falei nada e apenas deixei o meu braço “cair” e puxá-la mais um pouco,para perto do mim.Ficou encostada a mim com a minha cabeça sobre a sua.

(Rita)

Este dia tinha sido bastante cansativo,e mesmo depois de estar algum tempo no sofá com o Simão,só queria era ir para a minha cama.Desliguei a televisão,coloquei o Simão na sua cama e fui até ao meu quarto.

Abri a porta e não vi o Rúben,achei que deveria estar o quarto da Carolina e para lá fui.

Sorri ao encontrar ao encontrar o Rúben a dormir perto da Carolina.






Achei que estavam “perfeitos” mas não achei que fossem aguentar muito tempo sem um deles ir para ao chão,por a cama não ter espaço suficiente para os dois.

Cheguei perto da cama,e toquei no Rúben…voltei a fazê-lo até ele começar a mexer-se.

Rita-Anda.-abaixei-me um pouco e falei ao seu ouvido para não acordar a Carolina.Ele finalmente abriu os olhos e olhou-me,mas depois olhou para o lado para ver a Carolina.-Ela também já adormeceu,e aqui não há espaço para vocês os dois.

Ele levantou-se,arranjou os lençóis e fomos para o nosso quarto.

XXX

Hoje eu iria estar de folga,mas mesmo assim levantei-me cedo pois senti o Rúben se levantar e desde então que não consegui voltar para a cama.

Já os miúdos deixaram-se a ficar muito mais tempo e só vieram tomar o pequeno algum tempo depois.
O Rúben ao voltar,deitou-se no sofá.Vesti os miúdos e decidi que iria fazer uma visita à Sónia antes de almoçarmos.
Simão

Carolina
Rita

Carolina-Também vens Rúben?-disse ao chegarmos à sala.O Rúben estava deitado,com o comando sobre o peito.

Rúben-Onde?-olhou-me.

Simão-Vamos a casa da Sónia.

Rita-Vou lhe fazer uma visita,mas volto antes do almoço.

Rúben-Humm,está bem.Eu fico aqui em casa.

Carolina-Porque não vens com a gente?

Rúben-Eu…estou cansado Carolina.

Carolina-Mas tu tiveste já a dormir à noite.-o Rúben olhou-me e não pude deixar de sorrir ao lembrar-me 
da nossa noite.

Rúben-Pois eu dormi à noite.-olhou-me.-Mas fiquei um pouco cansado com o treino

Carolina-Oh..

Rúben-Vocês que vão,que eu fico cá em casa a descansar um pouco.

Rita-É,deixem o Rúben descansar e nós também não vamos demorar muito tempo.

Eles deram um beijinho de despedida ao Rúben e fomos até à casa da Sónia.

Sónia-Olha quem são eles.-sorriu,ao abrir a porta.

Rita-Estamos a incomodar?-falei antes de entrarmos.

Sónia-Achas?!Lá nada.Entrem.

Os miúdos deram uns beijinhos à Sónia e depois pediram se podiam ir até ao quarto dos brinquedos.Como 
ela disse que sim,levamos os miúdos até lá e ficamos algum tempo perto da porta da sala.

Sónia-Os meninos vão querer alguma coisa?

Carolina-Não.

Simão-Não…-eles nem lhe olharam,ficaram “pasmados” para a televisão.

Sónia-E tu queres comer alguma coisa?

Rita-Não,eu estou bem.

Sónia-Então vem só beber um café.

Disse à Carolina e ao Simão que ia até à cozinha com a Sónia por isto não ia querer  confusões ali na sala.

Sónia-O Rúben como está?

Rita-Ficou em casa,está um pouco cansado.

Sónia-Está cansado da mudança ou de outras coisas?-olhou-me com um sorriso “maroto” enquanto tirava o café do armário.

Rita-Até parece que isto te diz respeito.

Sónia-Ui,que afinal eu estava certa.-interrompeu-me.

Rita-Eu não disse nada.

Sónia-Pois,mas tu não precisas dizer Ritinha.Quem tem agulhas é que se pica…e os olhos tinham um certo brilhinho.-sorriu.-Como vai a mudança?

Rita-Vai bem..

Sónia-Não pareces muito convincente.-olhou-me.

Rita-Oh,não é que tenha algum mal,mas acho que o Rúben não tinha bem a noção do que era realmente viver lá em casa,com os miúdos e tudo.O que não lhe culpo.

Sónia-Mas porque dizes isto?

Rita-Porque no outro dia cheguei lá a casa e estava com os seus amigos…e nem me avisou que ia haver jantarada.

Sónia-Estava habituado a viver sozinho,dá-lhe tempo.

Rita-Eu sei,e mesmo não lhe quero pressionar ....só que é isto que espero dele…-respirei fundo.-Acho que tenho de dar tempo ao tempo.

Sónia-Não fiques assim,que tu e o Rúben fizeram o que é certo.Só que as bases de uma família não se constroem de um dia para o outro,passo a passo vocês vão se tornar óptimos exemplos de um pai e de uma mãe para os miúdos,e aprender a estarem juntos 24 horas por dia sob 24 horas por dia.

Rita-É.-ela colocou uma chávena na minha frente com o café,e depois sentou-se com outra na sua mão que colocou sobre a mesa.-Tenho uma coisa para te perguntar…quero saber se achas que é uma boa ideia,-ela deu um gole e depois falou.

Sónia-O quê?

Rita-Estou a pensar fazer um churrasco lá em casa neste fim de semana,que achas’?

Sónia-Eu acho uma boa ideia mas quem é que seria os convidados?

Rita-Oh não é nada do outro mundo,só vou convidar os amigos e família.

Sónia-Se é para irmos só eu,o Roberto e os teus pais acho uma boa ideia.

Rita-Estava a pensar também ir os amigos do Rúben e como é óbvio os pais do Rúben.

Sónia-Já entendi.-sorriu.-Tu queres que as famílias se conheçam.

Rita-Também…

Sónia-Há mais razões?

Rita-Não é que acha muitas razões.Queria que a minha mãe e o meu pai conhecessem os pais do
Rúben,mas como a mãe dele esta sempre com coisinhas assim mostrava-lhe que não quero mesmo problemas e que ela é bem vinda lá a casa.

Sónia-Oh…a Ritinha a perfeita nora.-sorriu.

Rita-Não é isto ou parva!-dei-lhe uma leve pancada no braço.-Mas ela tem estado sempre a chatear o Rúben ,e a ultima coisa que quero criar é um mau ambiente entre eles.

Sónia-Pois eu compreendo,e nada melhor do que mostrares à mãe dele que és uma boa dona de casa para ela se calar.

Rita-Sónia.-é verdade que Anabela não tinha sido muito simpática comigo nos últimos tempos mas tinha aprendido que se lhe der a mesmo “resposta” as coisas só vão piorar,e com esta “bola de neve” o Rúben acabava por “ouvir” o que não devia e nem havia necessidade para tal.

Sónia-A mulher não tem sido nada simpática contigo,devia era estar feliz por te dares ao trabalho de fazer coisas como estas para não haver confusões.Até porque com o que já aconteceu manter-te calma é muito!


Ela poderia ter toda a razão do mundo mas eu não queria problemas com a mãe do Rúben,é verdade que iria esperar que ela se mantivesse no seu lugar e eu no meu,mas continuar com o que tem acontecido nos últimos tempo era algo para terminar,e como tal no dia seguinte antes que a minha pausa para o almoço terminasse fui ao spa para falar com a Anabela.


Rita
Pois eu fazia questão a convidar pessoalmente.


Como isto vai correr?

Irá a Anabela aceitar?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Capitulo 49-"Eles olham para ti desta forma,porque sempre estiveste presente em todos os sentidos."

(Rúben)

Depois da ida ao centro comercial,segui-se um almoço escolhido pela Rita.Porque ,ao contrário dos miúdos,ela era da opinião que deveriam ter um almoço como deve ser,já eles queriam era pizza e hamburguês e ficaram desapontados com a escolha de pratos da mãe.

Eles queriam ter algo “doce” neste almoço e como a Rita hoje até que estava um pouca menos “dura” que o habitual até se encarregou de ir buscar gelados para nós os quatros.

Rúben-Tás muito generosa hoje.-ela sentou-se colocou o gelado sobre a mesa.

Rita-Generosa?

Rúben-Sim,não é habitual estares tão a favor de açúcar.

Rita-Dias não são dias,e hoje vamos poder desfrutar desta teoria.-sorriu,e deu-me uma colher.-Este é para nós os dois.

Tinha trazido um para nós os dois e dois outros gelados que já estavam nas mãos dos miúdos.

Mas de seguida quem teve o direito de escolha foi o Simão,disse que queria ir até ao zoo.Antes de eu ou a 
Rita disséssemos alguma palavra, a Carolina estava toda feliz a concordar com o irmão.Dissemos que sim afinal,o dia era para os miúdos.

Chegámos ao Zoo e eles queriam ir ver cada cantinho,e todos os animais.Andavam aos saltos dos nossos colos para o chão, com um grande sorriso, apontando para todos eles.

Ao verem que o zoo não se ficava pelos animais terrestres começaram logo a perguntar se poderíamos ir ver os marítimos. A Rita olhou-me,e como achamos que não havia problema,dissemos-lhe que sim.

O entusiasmo aumentou enquanto viam o espectáculo sentados nos nossos colos.



Era notável que estavam a adorar ,e fiquei contente por eles estarem a "construir" estas memorias,poucos dias depois de eu a Rita decidirmos que estava na altura de nos “juntarmos” como qualquer outra família.

Ao sairmos do espectáculo,já prontos para terminar esta vindo ao zoo, vi que havia a oportunidade para estar com alguns animais,e como é óbvio isto seria uma experiência fantástica para os miúdos.

Rúben-Esperem aqui um pouco que já venho.-coloquei o Simão no chão perto da Rita,que tinha a Carolina ao colo.

Rita-Mas onde vais?

Rúben-Vou só tratar de uma coisa,é rápido.

Virei costas antes de ela poder dizer outra palavra,e fui falar com a senhora que estava encarregue da lista de pessoas que iriam na próxima ida aos “bastidores” do espectáculo que tínhamos acabado de assistir.

Rúben-Pronto já está tudo tratado.-eles olharam-me.

Rita- Mas podes me dizer o que foste fazer?

Rúben-É surpresa.

Rita-Surpresa?

Rúben-Sim,vá venham.

Peguei na mão no Simão e com a Rita ao meu lado,fomos até lá trás.Não éramos os únicos,mas também não era um grupo muito grande ,perto de unas 10 pessoas.

Antes de trazerem qualquer animal,a senhora,falou um pouco sobre algumas espécies e curiosidades quanto a estas.

Primeiro trouxeram um pequeno crocodilo.Os rapazes adoraram, já as meninas presentes não acharam muito piada,tendo mesmo a Carolina “fugido” e se agarrado às pernas da Rita.

Simão-Au.-falou ao ver o “bicho”,ele era pequeno,comparado com os outros da sua espécie, tinha apenas uns meses logicamente.Estava com uma fita em volta da sua boca para não haver qualquer acidente com qualquer uma das crianças,e com a permissão do homem que segurava o pequeno crocodilo os rapazes foram se começando a aproximando.







Apenas uma rapariga foi “corajosa” o suficiente para tocar no animal.A Carolina depois de muito isento lá se aproximou um pouco,mas como esperado não tocou no crocodilo.

De seguida trouxeram quatro pinguins,desta vez tanto as meninas como os rapazes ficaram felicíssimos, tendo mesmo a maioria dos mais,tal com eu e a Rita, de impedir que os miúdos fossem a correr em direcção dos pinguins.


Foram mostrados um a um a todos nós,e quando já tinham sido feitas as “apresentações” os miúdos estavam mais do que prontos para irem para perto deles.

Senhora-Há algum pai e filho que queriam vir  conhecer um pinguim?

Carolina-Eu!-agarrou-me pela mão e puxou-me..eu tinha ficado um bocado “preso ao chão” por a Carolina me ter chamado,quanto era algo para pais e filhos.-Anda Rúben!Tens de vir mais eu!-voltou a puxar-me.Olhei para a Rita ,e ela com um sorriso vez sinal com a cabeça para eu ir.

Rita-Vai lá que depois vou com o Simão.

Aproximámos-mos dos animais ,de mão dada com a Carolina sob o olhar daquele grupo.

Senhora-Olá,como te chamas?-falou com um sorriso,e com um dos pinguins mais pequenos nos seus braços para a Carolina.

Carolina-Carolina...

Senhora-E o teu pai?-a Carolina ao ouvir o que a mulher disse olhou-me e depois falou.

Carolina-É Rúben.

Senhora-Então.-olhou agora para o grupo que também lá estava.-A Carolina e o Rúben vão estar um pouco aqui com os nossos amiguinhos e depois um de cada vez,vocês acompanhados também pelo vosso pai ou mãe cá vem.

Terminou de falar e podemos tocar nos pinguins.Eu apenas lhe toquei uma ou duas vezes,pois mantinha-me perto da Carolina com ao meus braços nos seus ombros,já ela fez todas as festinhas que pode até a senhora dar oportunidade a outro.O Simão também fez o mesmo mas acompanhado com a Rita.

Aquilo da Carolina me ter considerado por breves segundos como seu pai,tinha sido para meu algo que memorável,e que não me saia da cabeça.

(Rita)

Rita-Amor..amor.Rúben!-chamava por ele,mas ele parecia estar na lua.

Rúben-Diz,diz.-finalmente acordou do "transe".

Rita-Está tudo bem contigo?

Rúben-Sim está tudo bem.-sorriu.

Rita-Vou só aqui comprar uns peluches com os miúdos e já vamos embora está bem?

Rúben-Sim,sim eu espero aqui.

Sentou-se num banco,e eu lá fui com os miúdos comprar uma pequena recordação desta tarde.

Carolina-Eu quero um pinguim.-apontou para uma prateleira que tinha uma fila com uns pinguins.A senhora pegou num deles,e deu à Carolina.




Rita-E tu Simão,também queres um destes ?

Simão-Não.-respondeu como se a minha pergunta tivesse sido completamente desnecessária.-Eu quero é um crocodilo,daqueles grandes!






Como é óbvio foi  quis o contrário do que a Carolina tinha escolhido,e levou debaixo do braço um grande crocodilo verde,enquanto a Carolina levava numa mão a boneca e na outro o seu pinguim.

Tinha sido um dia em cheio e os meus pequeninos chegaram cheios de sono,o Rúben saiu para o jogo e ao voltar  encontrei o sentado no sofá,com o mesmo que tinha passado no final da visita ao zoo..

Rita-Amor o que se passa?-sentei-me no seu colo,sem quase ele dar conta.-E não digas que está tudo bem ,que eu sei que não…É ainda por causa daquilo da tua mãe?

Rúben-Não,não é isto.

 Rita-Então o que se passou?

Rúben-Tu viste a Carolina hoje…lá no zoo..quando estávamos perto dos pinguins..

Rita-O que tem?

Rúben-Não estava mesmo nada à espera.-durante estes últimos dias tinha reparado que isto de ter responsabilidades quanto aos miúdos,e mesmo a ter uma família tinha sido como um balde de “água fria” para o Rúben.O que eu compreendia totalmente.

Rita-Eu disse-te que eles já estavam mais do que habituados a estares por perto,e que te consideravam mais do que um amigo,e mais do meu namorado,como pai.

Rúben-Sim,mas se sabem de tudo quanto ao pai biológico deles fiquei surpreendido por,especialmente ela, querer que eu fosse acompanhá-la.

Rita-Rúben,a Carolina pode saber do George ,e gostar de passar tempo com ele quando ele os visita.Mas não é uma relação de pai e filha,tal como o Simão.Nenhum deles olha para o George como seu verdadeiro pai…aquele que está desde o inicio do dia,aquele que está disposto a brincar com eles,tomar conta deles,e no fim do dia ainda estar com eles até adormecerem.O que o George tem de pai é apenas o “titulo”,porque no que diz respeito à relação que tem com os miúdos é quase como um amigo mais velho,e até os miúdos tem consciência disto.Não sentem a falta dele como outra criança sente a falta de um pai biológico presente…e até agora tu  és o que realmente é um pai.-ele olhava-me em silencio.-E como viste hoje até a Carolina o vez notar.Eles olham para ti desta forma,porque sempre estiveste presente em todos os sentidos.Não fiquei admirada por ela te chamar,quando a outra mulher falou para um pai e uma filha irem até lá,se  nos olhos dela é isto que és.-sorri-lhe,e aproximei-me beijei-lhe o lado esquerdo do rosto.Ele ficou em silencio e depois olhou-me.

Rúben-Pensava que nunca ia conseguir lhe conquistar.-sorriu,fazendo com que acabasse por fazer o mesmo.

Rita-Fizeste sem o dar conta.Ela é que o demonstrou hoje.E tu,podes nem ter reparado,mas naturalmente foste tomando este papel na vida deles,e agora não precisas ficar desta forma,porque não há qualquer 
pressão..nunca existiu até agora,nem será partir de agora que vai haver.

Nem foi preciso falar mais nada,apenas me inclinei e uni os nossos lábios.Deixamos-nos ficar no sofá,mas como os miúdos estavam  a dormir uma sesta,apenas  ficamos nos braços um do outro.
Quando tivemos noção da hora que era o Rúben disse que iria chamar os miúdos,como era apra irmos ver o jogo eles nem refilaram e fomos até à Luz para mais um jogo.

(Rúben)

Ouvi a Carolina chamar pela mãe e fui até lá.Tinha apenas acordada um pouco assustada e como tal apenas lhe reconfortei.

Carolina-Rúben!-chamou por mim,depois de eu ligar a luz de presença e já me preparar para sair.

Rúben-Diz.-virei-me e olhei-a.

Carolina-Podes ficar um bocadinho aqui?

Irá o Rúben dizer que sim?
E como será que a relação da Carolina e do Rúben vai correr daqui para a frente?

Olá meninas.
Espero que gostem e deixem as vossas opiniões!:P
Beijinhos
Rita